De volta ao Brasil, Ítalo Ferreira traz a energia de quem tem história para contar: depois de vencer essa etapa pela primeira vez no ano passado, o potiguar retorna em 2025 para defender o título — agora ocupando a 4ª colocação no ranking mundial.
“Estou muito feliz de estar de volta ao Brasil, lugar onde venci no ano passado depois de tanto tentar. Foi minha primeira vitória aqui e teve um gosto especial. Vim de baixo e consegui... tudo isso me motiva hoje.”
Ítalo fala com carinho sobre competir em casa e destaca o quanto o evento evoluiu:
“Essa etapa no Brasil tem algo especial. A estrutura, as marcas, as pessoas, a comida que a gente gosta... eu gosto de analisar todos os detalhes. O evento tem crescido a cada ano e isso é gratificante para nós, atletas, porque nos motiva a fazer melhor.”
Com 15 patrocinadores estampando sua prancha, o campeão olímpico também chama atenção para a valorização do esporte:
“Hoje grandes empresas estão no surfe. Isso fortalece o lifestyle do atleta e é um orgulho fazer parte disso. Antes não havia esse reconhecimento, e agora o surfe inspira o mundo todo. Esse campeonato virou referência.”
Ajustes para os próximos desafios
Mesmo dentro do top 5, Ítalo vê espaço para evoluir. Com mais três etapas até o WSL Finals, ele sabe onde precisa focar:
“O primeiro ponto é surfar como os outros caras do tour, entender a linha que eles seguem. Esse ano tem sido especial, mesmo sem resultados expressivos em todas as etapas. Quando os resultados não vêm, acende um alerta, e é aí que a gente cresce. Ainda dá tempo de ajustar.”
Sonho do bicampeonato
Vencer novamente no Brasil está nos planos — e tem peso direto na briga pelo título mundial:
“Ser bicampeão aqui seria um sonho. Claro que impacta no ranking e me coloca melhor para o Finals. Mas o mais importante é ver o quanto cresci e me entreguei ao longo dos anos. Hoje consigo manter intensidade nos dois lados da onda, e isso faz diferença.”
A evolução nas piscinas de ondas
Um dos pontos fortes do seu treinamento atual é o trabalho em piscinas de ondas:
“A piscina mostra quem realmente domina os dois lados. É um ambiente controlado onde você consegue ajustar, corrigir falhas. Eu tenho me dedicado bastante nisso.”
Para Ítalo, elas podem até ganhar mais espaço no tour:
“Podiam ter mais etapas em piscina. Evitam dias off, exigem constância e trazem critérios diferentes. Isso ajuda o atleta a manter o ritmo.”
Emoção no Taiti e um novo capítulo: a paternidade
A etapa final será disputada no Taiti — e coincide com o Dia dos Pais, o primeiro de Ítalo após descobrir que será pai de um menino, Martin.
“Já sou um pai babão. É uma energia nova, muito especial. Quando soube que era menino, me pegou de surpresa — eu achava que era menina! Esse novo capítulo só me dá mais força.”
“Entrei no tour para transformar a vida da minha família. Agora estou formando a minha. Quero viver isso ao lado do meu filho, incentivando o esporte. Ainda nem nasceu e eu já tô babando. Podem esperar vários vídeos nossos juntos.”